Frente a um mundo globalizado, guiado pelas novas tecnologias e pelo imediatismo da informação, o tema da palestra “O papel das escolas na formação do gestor previdenciário”, trouxe uma discussão atual e oportuna para o meio previdenciário. A mesa fez parte do II Ciclo de Estudos Previdenciários e Diálogo Social, na quarta-feira (8). A abordagem internacional ficou por conta do coordenador acadêmico do Centro Interamericano de Estudos e Seguridade Social (CIESS), Martin Gómez Silva. Ele iniciou sua explanação citando um dos mais respeitados educadores brasileiros, o pernambucano Paulo Freire. “Estudar não é um ato de consumir ideias e sim de criá-las e recriá-las”. Esse pensamento guiou a abordagem do mexicano Martin Gómez, que disse ser “preciso otimizar o tempo de trabalho para gerar conhecimento que funcione como uma troca de experiências entre gestores sociais”. Ele também destacou que o conhecimento deve ser interdisciplinar - com visão de rede - e acenou para um novo perfil do gestor previdenciário: “Tem que ser um gestor de conhecimento, aquele que sistematiza e cria possibilidades de educação”, enfatizou. A mesma ideia foi compartilhada pelo auditor de contas públicas do Tribunal de Contas do Estado (TCE/PE), Luis Eduardo Antunes, que entende que “um gestor deve se capacitar não só através de cursos, mas também no dia a dia do trabalho”. Ele falou sobre a Escola de Contas Públicas do TCE, que desenvolve projetos de capacitação que incluem o próprio tribunal, órgãos públicos e a sociedade como a principal fonte de conhecimento. Antunes falou da parceria entre a Escola de Contas e a Ouvidoria do TCE, que resultou na criação de revistas pedagógicas, capacitação de conselhos municipais e projetos de cidadania desenvolvidos em vários municípios de Pernambuco. Para o técnico do Tribunal de Contas de Sergipe (TCE/SE), Vanderson da Silva Melo, a Escola de Contas Conselheiro José Amado Nascimento, de Sergipe, (ECOJAN), tem um papel importante na formação do gestor previdenciário. “As capacitações são voltadas para técnicos, funcionários, mas também para o gestor público”, explicou. A iniciativa da Funape de realizar um curso de pós-graduação foi bem recebida por Vanderson, que anunciou a possibilidade de fazer uma parceria entre o TCE/SE e o Centro Brasileiro de Estudos Previdenciários (CBEP) para levar o curso de pós-graduação em Gestão de Regimes Próprios de Previdência Social para aquele estado.
A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DO GESTOR PREVIDÊNCIÁRIO
23/07/2010