Intranet

Entrar

PREVIDÊNCIA “O OUTRO LADO DA APOSENTADORIA”

Como é a vida depois da aposentadoria? O que fazer? È hora de vestir o pijama e “descansar”? Como funciona o cérebro de uma pessoa ociosa? Essas e outras questões estiveram em debate, na quarta-feira (28), no auditório da Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado (Funape), durante a palestra “O outro lado da aposentadoria”, proferida pela jornalista Theo Camargo e pela psicóloga, especialista em gerontologia, Suelena Torres, para servidores recém aposentados, pensionistas e segurados com maior tempo de benefício na previdência estadual.

A palestra faz parte do programa Funape e Segurado, desenvolvido pela Assessoria de Planejamento da Funape, para aproximar e intensificar o contato dos beneficiários com a Fundação. “São ações que a gente quer ampliar para ficar mais perto da sociedade. Precisamos trazer vocês para dentro da Funape”, disse o presidente Dácio Rossiter, ao saudar os participantes na abertura do encontro. Na ocasião, ele também fez um alerta aos segurados, quanto aos empréstimos consignados, realizados através do PECONSIG: “não aceitem o assédio de pessoas intermediárias, que oferecem serviços facilitadores nem dê sua senha cadastral, para fazer operações financeiras. Eles podem enganar vocês”, lembrou.

Antes da palestra, os segurados do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), ainda puderam conferir como funciona os serviços da Agência Previdenciária, da Ouvidoria e do teleatendimento, numa apresentação didática feita pela coordenadora da Agência, Sílvia Carolina Cerviño. Em seguida, a jornalista Theo Camargo prendeu a atenção dos convidados falando sobre as mudanças que ocorrem na vida de uma pessoa, após anos vivendo de forma sistemática com horários e obrigações profissionais. “A aposentadoria é uma outra etapa, mas isso não quer dizer o fim da vida. É importante manter o cérebro estimulado, sair da rotina, sonhar sempre, porque o sonho alimenta quando você começa a planejar”, disse. Ela também apresentou um slide mostrando o exemplo de vida de uma senhora, que aos 98 anos, trabalhava ativamente dando a sua contribuição social e científica para o mundo, a médica italiana Dra.Rita Levi-Montalcini, que ganhou o prêmio Nobel de medicina aos 77 anos. Os participantes interagiram fazendo perguntas e falando de suas experiências. A gerontóloga Suelena Torres encerrou o evento tratando o assunto mais pelo lado emocional, que algumas pessoas são acometidas depois de um período de movimento intenso na vida. “È importante cuidar para não se sentir abandonada nem desvalorizada. Hoje, são muitos os recursos para que as pessoas se mantenham em atividade e possam se encontrar em outras profissões assim como viver integrada socialmente”, afirmou.