Intranet

Entrar

MULHER É PRESA NA FUNAPE POR TENTAR DESBLOQUEAR DINHEIRO DA MÃE MORTA

Com apenas oito dias da prisão do policial militar do Corpo de Bombeiros, na Agência Previdenciária da Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado (Funape), mais uma pessoa foi presa na quinta-feira(11), por tentar fraudar o dinheiro da aposentada falecida Francisca Regina de Souza: a sua filha, Bartira Francisca da Cruz.

No dia 17 de novembro, a falsária chegou à Agência Previdenciária munida de uma procuração e de um atestado médico, solicitou o desbloqueio do décimo terceiro e do benefício mensal da aposentada e fez o pré-recadastramento. Dentro do prazo estabelecido, a Funape fez o desbloqueio e iniciou o processo de análise de documentação trazida por ela para a próxima fase, que seria a convocação para o recadastramento. Mas, o atestado médico foi identificado como falso e o nome da aposentada constava na lista do Sistema de óbitos dos Cartórios(Sisob), que a Funape cruza com a lista dos segurados.

Técnicos da Funape descobriram então, que desde 23 de janeiro de 2003, Francisca Regina de Souza, havia falecido com o nome de Francisca Regina da Cruz. O prontuário da falecida foi imediatamente desligado da folha de pagamento da Funape. E, novamente, no dia 1º de dezembro, Bartira Regina, não se fez de rogada e tratou logo de saber porque o prontuário da aposentada havia sido desligado. Ela não só afirmou que a mãe estava viva como fez um requerimento à Funape, pedindo esclarecimentos pelo desligamento. E na última quinta-feira (11), voltou trazendo mais documentos e solicitou mudança de endereço. A falsária foi presa em flagrante e levada para a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos. Após prestar depoimento a acusada foi encaminha à Colônia Penal Feminina Bom Pastor. 

Segundo o presidente da Funape, Dácio Rossiter Filho, “sem o recadastramento, não haveria forma de identificar irregularidades. Hoje temos informações mais reais que nos ajudam a corrigir os erros”. Dácio também afirmou que o Governo do Estado não vai se limitar apenas a cortar benefícios. “O Estado vai acionar as pessoas para responderem por possíveis irregularidades”, declarou.