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PALESTRA ALERTA SOBRE CUIDADOS COM A DOENÇA DE ALZHEIMER

“Minha mãe tem Alzheimer. Notei mudanças gradativas em seu comportamento. Uma pessoa que antes era ativa e autônoma, de repente, se isolou e deixou de ser participativa, não organizando seu raciocínio de forma coerente. O que mais me machuca é acompanhar esse processo involutivo, essa dependência”, confessa Valéria Tavares Costa, participante da palestra Doença de Alzheimer: a família e o cuidador, promovida pela Funape, na quinta-feira (16).

A palestra faz parte do parte do Programa de Integração e Valorização dos Aposentados e Pensionistas, realizado pela Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP) da Funape, e teve como ministrante, a voluntária da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), Selma Castro de Lima.

Na ocasião, a presidenta da Funape, Cláudia Correia, destacou a importância de se conhecer sobre a Doença de Alzheimer, pela incidência de casos em todo o mundo e falou da instituição como órgão que pode ajudar a buscar esse conhecimento. “A Funape, além de gerir o sistema previdenciário, também realiza encontros com os beneficiários para orientação em diversas áreas como saúde, finanças pessoais, entre outros assuntos”, declarou.

De acordo com a palestrante, Selma de Lima, a doença é neurodegenerativa, progressiva e sem cura e pode atingir de 50 a 70 por cento das pessoas que possuem algum tipo de demência, ocasionando a perda de habilidades na memorização, raciocínio, linguagem e mudanças comportamentais. A idade média para o aparecimento da doença é a partir dos 60 anos.

Ela explicou que as causas são as mais diversas: depressão mal cuidada, estresse, perda de uma pessoa querida, medicamentos em excesso, má alimentação e a própria história de vida do indivíduo.

“O Alzheimer afeta a memória. As lembranças do passado são mais fortes do que as recentes, acompanhadas de uma confusão mental e o comprometendo da fala e do raciocínio. É comum a agressividade dos acometidos, principalmente com as pessoas que eles mais gostam e com quem está mais perto, em conseqüência da falta de consciência, das alterações do humor e por não se situarem no espaço e no tempo”, disse a palestrante.

Selma de Castro explicou que quanto maior o nível de instrução e exercício ao cérebro, menor é a probabilidade de aparecer a doença. “Isso depende do estilo de vida de cada um e do desenvolvimento de hábitos e aptidões como leitura, prática de palavras cruzadas e envolvimento com a arte”.

Um dado curioso sobre a doença, segundo a palestrante, é que as famílias possuem dificuldade em aceitar o diagnóstico, por insegurança e preconceito. “Compreensão é essencial. Se não tem cura, pode haver uma melhora significativa na convivência e na forma de lidar com essa nova situação”, afirma Selma de Lima

Ela falou sobre os conflitos familiares resultantes da falta de compreensão e da divisão de responsabilidades. “No tratamento do Alzheimer, é necessário uma equipe multidisciplinar: desde administrador e advogado à assistente social, psicólogo e terapeuta. Há muito o que se fazer com quem tem a doença e toda família tem que colaborar”.

Os participantes interagiram ativamente dando exemplos de casos na família e tirando dúvidas sobre o assunto. “Meu marido ficou muito agressivo e eu sofri porque não conhecia a doença e achava que o problema era comigo”, desabafou Adeilza dos Santos. Ao final do evento, foram realizados sorteios de livros e DVDs com informações sobre a Doença de Alzheimer.

Para os interessados em obter outras informações sobre o tema, a palestrante disponibilizou os serviços da Associação Brasileira de Alzheimer:

Telefone: 0800 55 1906
E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Site: www.abraz.org.br