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SERVIDORES FAZEM CURSO SOBRE NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

A partir de janeiro de 2013, todo brasileiro deve escrever como determina o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, e a Funape, em sintonia com a Academia Brasileira de Letras (ABL), vem capacitando seus servidores, através de cursos no Centro de Treinamento Previdenciário (CTP) para esse novo momento.

A reforma ortográfica foi aprovada em dezembro de 1990 e entrou em vigor desde 2009, mas o uso da norma atual ainda é permitido respeitando o período de transição, o que possibilita a preparação para a aplicação em definitivo das novas regras no início do próximo ano. A medida, segundo o Ministério da Educação, ampliará a cooperação internacional entre os países de língua portuguesa (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), facilitará o intercâmbio cultural e científico entre as nações e irá proporcionar uma divulgação maior da língua e da literatura.

Um grupo de 35 pessoas participou do curso no CTP, ministrado pela professora de português e diretora de Apoio Jurídico da Funape, Tatiana Nóbrega. Pelas novas regras, o alfabeto que era composto de 23 letras e três especiais, agora passa a ter, oficialmente, 26 letras com o acréscimo do k, w e y. O trema foi abolido, mas não totalmente; alguns nomes próprios ainda levam esse sinal gráfico, a exemplo de Müller e seus derivados.

Em se tratando de acentuação, os ditongos abertos (ei, oi) não serão mais acentuados em palavras paroxítonas. Assembléia, idéia e paranóico, por exemplo, chegarão em 2013 sem o agudo (acento) que fomos tão habituados a usar. Portanto, se alguém lhe disser que teve uma brilhante ideia, não pense que ele virou de ponta-cabeça ou desconhece a gramática, essa é a nova regra. Pára tudo! Eita! Outra mudança aí. É que o acento diferencial caiu da maioria das palavras. Agora, o verbo parar não leva mais o acento que o diferenciava da preposição para. Gente, pelo amor de Deus! Fiquei de pêlos eriçados, quero dizer, fiquei arrepiada! Nesse caso também não existe mais esse acento diferencial. Pelos eriçados é sim a forma correta de se escrever. E o hífen, gente, esse também está cheio de bossa, mas chega de conversa porque a hora é de estudar e aprender, pois 2013 não vai ser moleza. Professora, não bastassem as polêmicas criadas, as indagações durante as aulas, mais uma turma vem aí para saber: por que se sente enjoo e não mais enjôo? Explica aí!