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AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA DEVE MODIFICAR HÁBITOS DE BRASILEIROS

 De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa é de que em 2025, a população brasileira seja, em sua maioria, formada por idosos, em razão do aumento da expectativa de vida no País. O assunto foi discutido, na Funape, na quinta-feira (4) com aposentados e pensionistas do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do Estado, durante palestra sobre envelhecimento ativo, para marcar o Dia do Idoso.

 No Brasil, o tema (envelhecimento), apesar dos avanços já alcançados com a criação da Política Nacional do Idoso e do Estatuto do Idoso, que possibilitou mudanças de conceito, ainda é tratado de forma tímida e carregado do estigma da velhice como a fase da vida que não tem serventia. “Esse conceito precisa ser atualizado. O envelhecimento deve ser tratado como um processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança com o objetivo de melhorar a qualidade de vida”, alertou a gerontóloga e palestrante, Conceição Batista.
 
“A Funape entende a relevância do tema e coloca para os seus segurados a oportunidade do debate como fator capaz de impulsionar mudanças de hábitos e de formas de melhorar a qualidade de vida no processo de envelhecimento”, disse a presidenta em exercício da Funape, Tatiana Nóbrega. Para ela, não há como se furtar da discussão de um tema que está na ordem do dia: “o Brasil será em 2025, a sexta população idosa do mundo, o que significa que devemos nos preparar com políticas públicas para que a vida tenha qualidade”, justificou.
 
Segundo a palestrante, dentre os fatores determinantes do envelhecimento da população, estão as melhoria das condições sanitárias, de habitação, nutrição, aumento da escolaridade, avanços científicos e tecnológicos e diminuição da mortalidade. Ela explicou que países mais ricos e desenvolvidos como os da Europa, Estados Unidos, Canadá e Japão, levaram cerca de 100 anos para enfrentar essa transição do envelhecimento ao passo que nos países menos desenvolvidos e pobres, o fenômeno do envelhecimento vem ocorrendo numa velocidade maior, causando problemas de diversas ordens para as pessoas idosas. O chamado “envelhecimento ativo” busca melhorar a qualidade de vida das pessoas, mantendo a sua autonomia e independência de acordo com suas próprias regras e preferências.
 
Os participantes também receberam instruções para melhorar a qualidade de vida como o hábito de fazer atividades físicas e intelectuais, ter uma alimentação saudável, manter relações sociais e estar atento ao controle de doenças crônicas. “A pessoa que envelhece e se isola, adoece”, afirmou a palestrante.
 
Uma notícia que animou o público presente foi a existência da UNATI- Universidade da Terceira Idade, localizada no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE.) O subprograma tem como finalidade incentivar ações para a melhoria da qualidade de vida dos idosos e assim promover atividades de atualização de conhecimentos e de integração. A UNATI oferece diversos cursos e uma nova unidade será criada na rua Benfica, ainda este ano. Os participantes interagiram e até dançaram no final ao som da música “É preciso saber Viver, de autoria de Roberto Carlos, interpretada pelos Titãs. Essa palestra nos deu a possibilidade de valorizar ainda mais a nossa idade. Gostei muito!, disse a servidora aposentada, Sebastiana Amaral.