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CURSO INTEGRA PAÍSES EM ESTUDOS ATUARIAIS E PREVIDÊNCIA

Após quatro dias de curso sobre Métodos Atuariais e Financiamento dos Sistemas de Seguridade Social, num hotel da Av. Boa Viagem, realizado em março, no Recife, africanos, portugueses, argentinos, uruguaios e brasileiros, concluíram que “a integração dos países em relação ao estudo atuarial para a Previdência, é um dos principais pilares para a construção de um sistema previdenciário saudável”. O evento foi promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério da Previdência Social e a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos servidores do Estado (Funape).

As palestras técnicas, segundo o coordenador-geral do Departamento dos Regimes de Previdência do Serviço Público (DRPSP) do Ministério da Previdência, Otoni Guimarães, “são fundamentais para o crescimento da previdência como um todo”. Ele destacou temas abordados sobre os princípios gerais da Previdência; os modelos mais aplicados e a realidade dos Regimes de Seguridade Social. Após debate em mesa redonda, o presidente da Funape, Dácio Rossiter Filho, fez os agradecimentos aos participantes e disse que o sentimento do grupo é de que “é imprescindível essa cooperação entre os países”. De acordo com Dácio, é muito importante o repasse desses conhecimentos para técnicos, dirigentes, sindicalistas e políticos como uma maneira de fortalecer o sistema de Seguridade Social e garantir que os Fundos Previdenciários possam fazer suas projeções atuariais e manterem os sistemas financeiros saudáveis para os seus segurados. Uma parlamentar do Cabo Verde, Joanilda Lúcia Silva Alves, de Cabo Verde, integrou a equipe dos países africanos. Para o representante da OIT, Vinícius Pinheiro, “o curso tem um significado muito grande e foi o primeiro organizado em língua portuguesa”.

Ele lembrou a situação da Angola, que tem uma realidade muito difícil por conta das guerras, da AIDS e precisa formular políticas públicas. Segundo ele, essa é uma forma de ajudar na capacitação de profissionais para que eles possam se planejar.

Mais 70 pessoas comemoraram o êxito do evento em ritmo bem pernambucano. Ao som do Maracatu, forró e frevo, os participantes não se limitaram apenas a assistirem as apresentações e caíram na dança mostrando que a integração não foi só técnica e atuarial, o gosto pela música e pela dança vem de longe, de onde vieram as nossas origens