Servidores da Funape, assim como aposentados e pensionistas do Programa Vida Ativa, participaram, na quarta-feira (28), da palestra “Previna-se Contra o Câncer de Mama”, ministrada pelo médico Darley de Lima Ferreira Filho, chefe do serviço de mastologia da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), dentro das atividades da campanha Outubro Rosa.
A estatística alarmante do câncer de mama no Brasil como segunda causa de morte das mulheres na faixa etária de 40 a 55 anos e o aumento de casos da doença no Estado de Pernambuco mobilizam campanhas de conscientização para o exame de prevenção. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de que o ano de 2015 se encerre com 57 mil casos de câncer em todo o País e 10 mil óbitos. No caso de Pernambuco, o INCA estima que a doença atinja 2.500 pessoas.
Segundo o mastologista, mais de 30% dos tumores são descobertos em estágio avançado, o que diminuem as chances da paciente na luta contra a doença. Ele alertou para a necessidade de se fazer prevenção para evitar que a doença avance. “Sendo diagnosticado precocemente, as chances de cura podem chegar a 95%, pois um tumor leva, em média, 10 anos para alcançar 1cm, porém a cada seis meses dobra de tamanho”. De acordo com ele, os principais caminhos para a prevenção é fazer exame regularmente com acompanhamento profissional e ter uma vida equilibrada com alimentação saudável e a prática de exercícios físicos.
O mastologista Darley Filho esclareceu dúvidas sobre o câncer de mama
Dor na mama, uso de desodorante contendo metal e outros tipos câncer na família foram algumas perguntas feitas pelos participantes (servidores do sexo masculino participaram também) ao médico palestrante. “"O meu marido morreu de câncer de próstata e eu gostaria de saber se esse fato poderá trazer risco de câncer para minha filha"”, indagou a aposentada Marisa Santiago. “"Não. Isso não gera riscos para que a filha tenha a doença. No caso do câncer de mama, a doença pode ter fator hereditário se a proximidade do parentesco vier da mãe ou da irmã acometidas por tumores malignos na mama"”, explicou. Cautelosa com a alimentação e o uso de produtos de higiene e beleza com componentes químicos, a servidora Lessa Verônica quis saber se o uso de desodorante contendo metal poderia causar câncer na mama. “"Não há estudo científico que comprove isso"”, afirmou Darley Filho.
Para um auditório atento e curioso, o mastologista falou sobre as consequências de se descobrir a doença em situação avançada. “A maioria das mulheres vive mutilada há anos, por falta de informação, medo e vergonha. A mastectomia (cirurgia parcial ou total de uma ou das duas mamas) impacta diretamente a autoestima da paciente e boa parte acaba entrando em depressão. É preciso se prevenir”, alertou. Quando a solução para extirpar a doença é a retirada da mama, a paciente poderá se submeter à cirurgia de reconstrução mamária, amparada pela Lei 12.802/13, conhecida como lei de reconstrução imediata e garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cirurgia obrigatória a ser realizada no mesmo procedimento em que a mama foi retirada, com exceção das pacientes que não tiverem condições clínicas para a cirurgia.
FOTO 249 - LEGENDA - Servidoras atentas às informações sobre a doença
O médico informou ainda que existem outras leis que garantem os direitos das mulheres na prevenção e no tratamento do câncer de mama, a exemplo da Lei 12.732/12, que prevê que todo paciente dagnosticado com a doença inicie o tratamento pelo SUS no prazo máximo de 60 dias após o diagnóstico. A palestra foi uma iniciativa do Programa Vida Ativa em mais uma ação na busca de melhor qualidade de vida para os segurados do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do Estado e servidores da Funape.
A aposentada Marisa Santiago tirou dúvidas sobre riscos do câncer
Lessa Verônica disse ter muito cuidado com alimentação e produtos químicos