Servidores aposentados e pensionistas que integram o Programa Vida Ativa da Funape participaram, na quarta-feira (11), de uma aula ecológica a bordo do Catamarã da Escola Ambiental Águas do Capibaribe do Recife (EAAC).
Visitantes observam paisagem composta pelo manguezal
O barco-escola que, preferencialmente, faz incursões para estudantes da Rede de Ensino Municipal, realizou parceria com o Programa Vida Ativa, com o objetivo de promover aos segurados do Regime Próprio de Previdência Social do Estado(RPPS) o conhecimento da realidade ambiental da cidade e sensibilizá-los da sua preservação. O roteiro percorrido abrange cinco rios, que formam o complexo estuário do Recife: Capibaribe, Tejipió, Jiquiá, Jordão e Pina e atravessa as comunidades de Brasília Teimosa e Ilha de Deus, passando pelo Parque dos Manguezais na bacia do Pina.
A professora Mônica Coelho alertou sobre as consequências do lixo jogado nos rios
As garças embelezam e enriquecem o ecossistema
Durante o percurso, os professores da Escola Ambiental chamavam a atenção para os cuidados com a preservação dos rios. “"Nesse momento, a maré está alta e não dá para ver o lixo que é jogado nos rios, mas esse é um problema muito sério e que todos temos responsabilidade. Quando não seguro bem um saquinho plástico, um copo descartável ou uma garrafa e são descartados na natureza, eles duram milhões de anos para se decompor. Se uma tartaruga engolir esses resíduos, ela pode morrer. Vamos guardar nosso lixo na bolsa e jogá-lo no local adequado"”, alertava , Mônica Coelho. A professora falou da beleza e da importância do Parque dos Manguezais, uma Unidade de Conservação da Natureza com 320 hectares de mangue que, desde 1965, é considerada área de preservação ambiental e, em 2004, foi elevada à categoria Parque.”"Temos manguezal onde há o encontro das águas do rio com o oceano. O manguezal é como um grande berçário de peixes, moluscos, aves e um grande produtor de matéria orgânica fundamental para a proteção dos animais e do ecossistema'”, explicou.
Enquanto ouviam as orientações, os aposentados e pensionistas, que faziam lanches durante o trajeto da embarcação, passaram a segurar com firmeza sacos de salgadinhos, copos, garrafas e latinhas de refrigerante até guardarem o que se tornou lixo. Para reforçar ainda mais a informação, a música Um Barco no Capibaribe, de Jeane Siqueira, foi colocada para os passageiros: "Não jogue garrafa, não jogue papel. Não jogue sapato, não jogue chapéu. Que o rio dá pra gente água de beber. Que o rio está doente e pode morrer”..." O professor José Carlos Ferreira da Silva explicou como as construções desordenadas invadem o manguezal e prejudicam o meio ambiente. “"A invasão do mangue acaba com a vida dos peixes, das aves e das atividades econômicas e de subsistência que se desenvolvem aqui. É preciso haver proteção e sustentabilidade ambiental"”, enfatizou. O professor aposentado Marcos Nascimento, que fez o passeio pela primeira vez, disse que gostou muito da aula. “"O conhecimento que repassaram pra gente foi muito importante. Sabia que tinha ilhas, mas não sabia da junção de cinco rios. Foi muito bom!"” Já a pensionista Lucileide Maria Pereira da Silva disse que foi excelente a oportunidade de fazer esse passeio no barco-escola. 'Estou participando do Programa Vida Ativa pela primeira vez. Fiquei viúva há três meses e estava muito deprimida, chorando muito. Recebi o convite da Funape e saí pela primeira vez depois que meu marido morreu. Achei muito importante e me fez muito bem"”, disse emocionada.
O professor José Carlos que chamou a atenção de todos sobre construções desordenadas
O aposentado Marcos Nascimento que se surpreendeu com as informações
A pensionista Lucileide Maria que fez o passeio pela primeira vez
A pesca como meio de subsistência
O avanço das construções provoca a destruição do manguezal e da fauna marinha
A construção de viveiros causa destruição dos manguezais