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TABAGISMO: O PERIGO QUE RONDA A VIDA

A Semana da Saúde Funape foi encerrada com uma palestra que fez os servidores ficarem bastante curiosos sobre as consequências que o consumo do cigarro pode trazer para a vida dos usuários e dos fumantes passivos.  A palestra foi ministrada pela terapeuta pulmonar, Lizabeth Guimarães, da Secretaria de Saúde do Estado.

O tema prendeu a atenção dos participantes, que demonstraram grande preocupação com os males acarretados pelo tabagismo. O número de mortes por ano no mundo é alarmante. Segundo dados apresentados pela palestrante, pelo menos cinco milhões de pessoas são vítimas da dependência do tabaco. No Brasil, o cigarro é responsável por 200 mil mortes por ano. Os dados ainda mostram que o cigarro é o maior poluidor ambiental doméstico. Quem não fuma e mora num ambiente de fumante torna-se um fumante passivo (quem fica exposto à fumaça e derivados do tabaco). O tabagismo passivo mata sete brasileiros por dia, o que equivale a mais de 2.500 mortes por ano.

O tabaco é um produto agrícola processado de folhas frescas de uma planta chamada nicotina e o cigarro possui mais de oito mil substâncias tóxicas, algumas como acetona, naftalina, amônia, fósforo e formol, mas é a nicotina que vicia, porque faz ligação com os receptores cerebrais, estimulando a liberação de substâncias como a dopamina na região de bem-estar do cérebro. Quando acaba o efeito da nicotina, há redução da dopamina e isso faz com que a pessoa queira fumar novamente. A droga não causa problemas apenas no sistema respiratório. A ingestão interfere no funcionamento de todos os órgãos do corpo. O fumante pode desenvolver vários tipos de câncer, como o de mama, o nasal e o de pulmão; doenças coronarianas, aterosclerose, impotência, abortos espontâneos, entre outros.

A Secretaria de Saúde do Estado coordena o Programa de Controle do Tabagismo fazendo a formação dos profissionais de saúde para o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios e capacitando professores para uma abordagem multi e interdisciplinar nas escolas. As Unidades Básicas de Saúde realizam o tratamento por meio da abordagem cognitivo-comportamental e no apoio medicamentoso. Veja na ilustração ao lado endereços e contatos para o tratamento.
 

                                                                                          Foto: Cláudia Silva

A servidora Ana Vilar vai procurar uma unidade de saúde para o tratamento


A servidora Ana Vilar diz que já tentou algumas formas de tratamento para largar o cigarro, mas ainda não conseguiu. “Como fumante há mais de 20 anos, tive receio de fazer tratamento com medicação sem o apoio psicológico. Achei muito importante conhecer esse apoio que é disponibilizado nas unidades de saúde públicas com acompanhamento psicológico e medicação específica para cada caso. Vou procurar a unidade mais próxima da minha casa e vou buscar o tratamento”, afirmou.

Para a presidente da Funape, Tatiana Nóbrega, a Semana da Saúde na Funape foi muito participativa e gerou grande interesse dos servidores pelos temas abordados. “O tabagismo causou muita preocupação pelos efeitos avassaladores à saúde dos usuários e dos fumantes passivos. As consequências são realmente assustadoras e foi muito importante para todos. Precisamos cuidar da saúde e acho que o recado foi dado”, alertou.